Da escrita da vida como construção ficcional : perspectivas de leitura de Florbela Espanca, de Agustina Bessa-Luís
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Universidade Federal de São Carlos
UFSCar
Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura - PPGLit
Campus São Carlos
UFSCar
Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura - PPGLit
Campus São Carlos
DOI
Abstract
Description
Published in 1979, the work Florbela Espanca: vida e obra, by Agustina Bessa-Luís,
shows itself as a complex characterization text to fitness in a unique literary genre, due to
compose, in a first aspect, a narration of life. However, it is clear that it is not just from a pure
character and simply biographical, suggesting a fluid possibility between referentiality and
fictional categories. For this, the presented concerns revolve around the question how Agustina’s
work feed in a hybrid communion of different textual categories. Our interests are, also, observe how this kind of genre complexity is an occurrence in author conception, mainly in the
Portuguese scene after the Revolução dos Cravos placing it thus in line with female authors, allowing a contemporary work analysis, in addition to their compliance with certain neobarroco procedures that approaches the textual structure to a kaleidoscope image and its effects in the whole composition.
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Publicada em 1979, a obra Florbela Espanca, de Agustina Bessa-Luís, apresenta-se, a partir dos seus primeiros indícios, como um texto de caracterização complexa quanto à adequação a um gênero literário único, em virtude de constituir, numa primeira perspectiva, um relato de vida. No entanto, é nítido que o mesmo não se realiza apenas a partir de um caráter pura e simplesmente biográfico, sugerindo, portanto, uma possível fluidez entre as categorias de referencialidade e de ficcionalidade. Por este viés de leitura, o estudo apresentado gira em torno da interrogação se esta obra Agustiniana não alimentaria uma comunhão híbrida de diferentes categorias textuais. Interessa-nos observar, também, como esse tipo de complexidade genológica constitui uma ocorrência na concepção efabulatória da autora, principalmente no cenário português de autoria feminina pós-Revolução dos Cravos, permitindo, assim, uma análise contemporânea da obra, além de sua consonância com certos procedimentos estéticos neobarrocos que aproximam a estrutura textual à imagem do caleidoscópio e de seus reflexos na totalidade da composição.
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Publicada em 1979, a obra Florbela Espanca, de Agustina Bessa-Luís, apresenta-se, a partir dos seus primeiros indícios, como um texto de caracterização complexa quanto à adequação a um gênero literário único, em virtude de constituir, numa primeira perspectiva, um relato de vida. No entanto, é nítido que o mesmo não se realiza apenas a partir de um caráter pura e simplesmente biográfico, sugerindo, portanto, uma possível fluidez entre as categorias de referencialidade e de ficcionalidade. Por este viés de leitura, o estudo apresentado gira em torno da interrogação se esta obra Agustiniana não alimentaria uma comunhão híbrida de diferentes categorias textuais. Interessa-nos observar, também, como esse tipo de complexidade genológica constitui uma ocorrência na concepção efabulatória da autora, principalmente no cenário português de autoria feminina pós-Revolução dos Cravos, permitindo, assim, uma análise contemporânea da obra, além de sua consonância com certos procedimentos estéticos neobarrocos que aproximam a estrutura textual à imagem do caleidoscópio e de seus reflexos na totalidade da composição.
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