Retorno ao trabalho após o nascimento de um filho: percepções de professoras sobre sua experiência.
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Universidade Federal de São Carlos
BR
UFSCar
Programa de Pós-Graduação em Educação Especial - PPGEEs
BR
UFSCar
Programa de Pós-Graduação em Educação Especial - PPGEEs
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Abstract
Description
The participation of women in the paid workforce has increased significantly in recent
decades, allowing women to make an important contribution to the family income. Apart from
their professional activities, many women are also responsible for the greater part of
household labor and childcare activities. Reconciling these responsibilities can be difficult,
due to the sheer number of activities to be accomplished, especially during periods when
professional and family demands are intense. As such, returning to work following a
maternity leave may be an especially difficult time, when the high volume of care for the baby
is added to work routines. In addition, legislation that secures the right to a maternity leave
does not guarantee adequate workplace support for mothers of infants and very young
children. As such, mothers who return to work when their children are very young may
experience difficulties to maintain a satisfactory involvement with their child, as well as
maintaining their job performance. The extent to which the mother-child relationship is
undermined is of great importance, given that poor maternal involvement is a risk factor for
the development of later problems in early childhood, as this may have a negative effect on
the emotional bonds between mother and child and reduce the frequency of stimulating
interactions. This study identified sources of support and strategies used by teachers to
reconcile childcare and paid work; the reactions and difficulties experienced by these
mothers; their wellbeing; and the activities undertaken by them and by their husbands, in
caring for their infants. Individual interviews were conducted, using questions with openended
and fixed-format responses, including a series of scales to measure workplace factors
and personal well-being, with 40 teachers who had children under two years of age. The
results indicate that few strategies were used by the employers to support these women; their
principal sources of support, although unsatisfactory, were their husbands and other close
family members. In general, the study participants felt over burdened, with little time for
themselves or to be with their children. Thus, one can see the importance of changes in the
work environment and of a more equal division of household labor between the marital
partners, representing initiatives that could generate positive changes in the women s
professional and family experiences. Becoming a mother is treated as a private event that
should not create an onus for the employer. However, the experiences of these women show
the importance of having employers assume a more supportive posture, to guarantee the
effective performance of their employees as well as their greater wellbeing during a period
that is so critical in the life of these mothers, their children and the students they teach.
Nas últimas décadas, a participação feminina no mercado de trabalho aumentou significativamente, permitindo às mulheres contribuirem de forma mais efetiva para a renda familiar. Além das atividades fora do lar, muitas mulheres são responsáveis pela maior parte dos afazeres domésticos e pelo cuidado dos filhos. A conciliação destas responsabilidades pode ser difícil, devido ao número de atividades realizadas e dos momentos de demandas intensas no trabalho e na família. Desta forma, o retorno da licença maternidade pode ser uma fase especialmente custosa uma vez que o volume de cuidados com o bebê se soma à rotina de trabalho. A legislação que assegura o direito à licença maternidade não garante apoio adequado no local de trabalho para mães de filhos pequenos. Assim, quando a mãe retorna ao trabalho enquanto seu filho ainda é um bebê, ela pode ter dificuldades para manter um envolvimento satisfatório com ele. O grau de prejuízo à relação mãe-bebê é de grande importância, visto que o envolvimento materno pobre é um fator de risco para o aparecimento de futuros problemas infantis, podendo dificultar o vínculo afetivo e reduzir as interações estimuladoras entre mãe e filho. Este estudo identificou as fontes de apoio e as estratégias utilizadas por professoras, para conciliar o cuidado com o filho e o trabalho remunerado, as necessidades e sentimentos delas e também, seu bem-estar e as atividades desenvolvidas por elas e seus cônjuges em relação aos bebês. Para isso, foram realizadas entrevistas, com questões fechadas e abertas e uma série de escalas sobre fatores no trabalho e o seu bem-estar, aplicadas com 40 professoras, mães de filhos de até dois anos. Os resultados mostram poucas estratégias utilizadas pelo empregador para auxiliar essas mulheres. O principal apoio recebido, embora insatisfatório, vem do esposo e de familiares próximos. De forma geral, as participantes sentem-se sobrecarregadas, tendo pouco tempo para si mesmas e para estar com os filhos. Deste modo, percebe-se a importância da flexibilidade no ambiente de trabalho e da divisão mais igualitária das tarefas domésticas entre o casal, os quais poderiam gerar mudanças positivas na experiência profissional e familiar das participantes. O fato de tornarse mãe é tratado como um evento pessoal, não devendo este trazer ônus para o empregador. Um exame coletivo das experiências destas mulheres, no entanto, revela a importância dos empregadores assumirem uma postura mais apoiadora, para garantir o bom desempenho e o bem-estar das funcionárias, num período tão crítico da vida de mães e filhos.
Nas últimas décadas, a participação feminina no mercado de trabalho aumentou significativamente, permitindo às mulheres contribuirem de forma mais efetiva para a renda familiar. Além das atividades fora do lar, muitas mulheres são responsáveis pela maior parte dos afazeres domésticos e pelo cuidado dos filhos. A conciliação destas responsabilidades pode ser difícil, devido ao número de atividades realizadas e dos momentos de demandas intensas no trabalho e na família. Desta forma, o retorno da licença maternidade pode ser uma fase especialmente custosa uma vez que o volume de cuidados com o bebê se soma à rotina de trabalho. A legislação que assegura o direito à licença maternidade não garante apoio adequado no local de trabalho para mães de filhos pequenos. Assim, quando a mãe retorna ao trabalho enquanto seu filho ainda é um bebê, ela pode ter dificuldades para manter um envolvimento satisfatório com ele. O grau de prejuízo à relação mãe-bebê é de grande importância, visto que o envolvimento materno pobre é um fator de risco para o aparecimento de futuros problemas infantis, podendo dificultar o vínculo afetivo e reduzir as interações estimuladoras entre mãe e filho. Este estudo identificou as fontes de apoio e as estratégias utilizadas por professoras, para conciliar o cuidado com o filho e o trabalho remunerado, as necessidades e sentimentos delas e também, seu bem-estar e as atividades desenvolvidas por elas e seus cônjuges em relação aos bebês. Para isso, foram realizadas entrevistas, com questões fechadas e abertas e uma série de escalas sobre fatores no trabalho e o seu bem-estar, aplicadas com 40 professoras, mães de filhos de até dois anos. Os resultados mostram poucas estratégias utilizadas pelo empregador para auxiliar essas mulheres. O principal apoio recebido, embora insatisfatório, vem do esposo e de familiares próximos. De forma geral, as participantes sentem-se sobrecarregadas, tendo pouco tempo para si mesmas e para estar com os filhos. Deste modo, percebe-se a importância da flexibilidade no ambiente de trabalho e da divisão mais igualitária das tarefas domésticas entre o casal, os quais poderiam gerar mudanças positivas na experiência profissional e familiar das participantes. O fato de tornarse mãe é tratado como um evento pessoal, não devendo este trazer ônus para o empregador. Um exame coletivo das experiências destas mulheres, no entanto, revela a importância dos empregadores assumirem uma postura mais apoiadora, para garantir o bom desempenho e o bem-estar das funcionárias, num período tão crítico da vida de mães e filhos.
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