Efeito do AW-HRL-c como estratégia terapêutica antiparasitária e imunomoduladora na esquistossomose mansônica experimental

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Universidade Federal de São Carlos
UFSCar
Campus São Carlos
Biotecnologia - Biotec
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS

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Schistosomiasis mansoni remains a relevant public health problem in Brazil, where approximately 1.5 million people live in endemic areas. Although praziquantel (PZQ) is the reference treatment and exhibits efficacy and safety, the reliance on a single anthelmintic and reports of reduced susceptibility in some contexts described in the literature reinforce the need for therapeutic alternatives. In this study, silver tungstate anchored with curcumin (AW-HRL-C) was evaluated in a murine model of experimental schistosomiasis mansoni through parasitological and immunological analyses. Parasitic load, systemic and local leukocyte profiles, plasma cytokines by CBA, and peritoneal cavity lavage cytokines by ELISA were examined. A trend toward a reduction in egg deposition and a decrease in worm recovery were observed in animals treated with AW-HRL-C compared to the infected and untreated control, in addition to changes in the leukocyte profile, which were more evident in the peritoneal environment. In plasma, only IL-10 showed consistent detection, with a reduction in the treated groups. In the peritoneal cavity lavage, the treated groups exhibited an IL-4 profile between the infected/untreated control and the uninfected control, with no significant differences for TNF-α, IL-6, IFN-γ, and IL-10. Taken together, these findings suggest that AW-HRL-C possesses antiparasitic and immunomodulatory potential in experimental schistosomiasis mansoni. However, further studies on dose-response, in vivo toxicity, histopathology, and mechanism of action are required to define its safety and efficacy at different stages of the parasite.
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
A esquistossomose mansônica permanece um relevante problema de saúde pública no Brasil, onde cerca de 1,5 milhão de pessoas vivem em áreas endêmicas. Embora o praziquantel (PZQ) seja o tratamento de referência e apresente eficácia e segurança, a dependência de um único anti-helmíntico e os relatos de perda de suscetibilidade em alguns contextos descritos na literatura, reforçam a necessidade de alternativas terapêuticas. Neste estudo, avaliou-se o tungstato de prata ancorado com curcumina (AW-HRL-C) em modelo murino de esquistossomose mansônica experimental, por meio de análises parasitológicas e imunológicas. Foram examinadas a carga parasitária, o perfil leucocitário sistêmico e local, as citocinas plasmáticas por CBA e as citocinas do lavado da cavidade peritoneal por ELISA. Observou-se tendência de redução da deposição de ovos e redução da recuperação de vermes nos animais tratados com AW-HRL-C em relação ao controle infectado e não tratado, além de alterações no perfil leucocitário, mais evidentes no ambiente peritoneal. No plasma, apenas IL-10 apresentou detecção consistente, com redução nos grupos tratados. No lavado da cavidade peritoneal, os grupos tratados exibiram perfil de IL-4 entre controle infectado e não tratado e controle não infectado, sem diferenças significativas para TNF-α, IL-6, IFN-γ e IL-10. Em conjunto, os achados sugerem que o AW-HRL-C apresenta potencial antiparasitário e imunomodulador na esquistossomose mansônica experimental. Entretanto, são necessários estudos adicionais de dose-resposta, toxicidade in vivo, histopatologia e mecanismo de ação para definir sua segurança e sua eficácia em diferentes estágios do parasito.
2023/03594-0

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