Análise do perfil da diversidade étnico-racial e de gênero na Engenharia Mecânica em instituições públicas brasileiras
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Publisher
Universidade Federal de São Carlos
UFSCar
Campus São Carlos
Engenharia Mecânica - EMec
Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia - CCET
UFSCar
Campus São Carlos
Engenharia Mecânica - EMec
Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia - CCET
DOI
Abstract
Description
The expansion of Brazilian public higher education, combined with the implementation of affirmative action policies, has contributed to making universities more diverse and expanding access for historically underrepresented groups. Despite these advances, certain programs still exhibit low diversity, such as Mechanical Engineering, which has been historically characterized by the predominance of white men and by racial, gender, and socioeconomic inequalities. In this context, this study aims to analyze the profile of Mechanical Engineering students in Brazilian public institutions and discuss factors that may contribute to the low diversity observed in the program. To this end, a mixed-methods research approach was conducted, combining a qualitative literature review with a quantitative analysis of secondary data. The literature review addressed the historical development of engineering in Brazil, concepts related to diversity and inclusion, studies on racial and gender inequalities, and the experiences of LGBTQIA+ individuals in the academic environment. Additionally, microdata from the Higher Education Census provided by the Anísio Teixeira National Institute for Educational Studies and Research (INEP) for the period from 2020 to 2024 were analyzed. The results highlight progress in higher education access for minority groups, but also point to persistent inequalities in the profile of incoming and graduating students. In this regard, the importance of institutional initiatives aimed at promoting more inclusive and welcoming academic environments—aligned with the National Curriculum Guidelines and the demands of contemporary society—is discussed.
Não recebi financiamento
A ampliação do ensino superior público brasileiro, associada à implementação de políticas de ação afirmativa, contribuiu para tornar as universidades mais diversas e ampliar o acesso de grupos historicamente sub-representados. Apesar desses avanços, determinados cursos ainda apresentam baixa diversidade, como é o caso da Engenharia Mecânica, historicamente marcada pela predominância de homens brancos e por desigualdades raciais, de gênero e socioeconômicas. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo analisar o perfil dos discentes de Engenharia Mecânica em instituições públicas brasileiras e discutir fatores que podem contribuir para a baixa diversidade observada no curso. Para isso, foi realizada uma pesquisa de abordagem mista, combinando revisão bibliográfica de caráter qualitativo e análise quantitativa de dados secundários. A revisão bibliográfica abordou a formação histórica da engenharia no Brasil, conceitos relacionados à diversidade e inclusão, estudos sobre desigualdades raciais e de gênero e experiências de pessoas LGBTQIA+ no ambiente acadêmico. Complementarmente, foram analisados microdados do Censo da Educação Superior disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), referentes ao período de 2020 a 2024. Os resultados evidenciam avanços no acesso ao ensino superior por parte de grupos minorizados, mas também apontam para desigualdades persistentes no perfil de estudantes ingressantes e egressos. Nesse sentido, discute-se a importância de iniciativas institucionais voltadas à promoção de ambientes acadêmicos mais inclusivos e acolhedores, alinhados às Diretrizes Curriculares Nacionais e às demandas da sociedade contemporânea.
Não recebi financiamento
A ampliação do ensino superior público brasileiro, associada à implementação de políticas de ação afirmativa, contribuiu para tornar as universidades mais diversas e ampliar o acesso de grupos historicamente sub-representados. Apesar desses avanços, determinados cursos ainda apresentam baixa diversidade, como é o caso da Engenharia Mecânica, historicamente marcada pela predominância de homens brancos e por desigualdades raciais, de gênero e socioeconômicas. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo analisar o perfil dos discentes de Engenharia Mecânica em instituições públicas brasileiras e discutir fatores que podem contribuir para a baixa diversidade observada no curso. Para isso, foi realizada uma pesquisa de abordagem mista, combinando revisão bibliográfica de caráter qualitativo e análise quantitativa de dados secundários. A revisão bibliográfica abordou a formação histórica da engenharia no Brasil, conceitos relacionados à diversidade e inclusão, estudos sobre desigualdades raciais e de gênero e experiências de pessoas LGBTQIA+ no ambiente acadêmico. Complementarmente, foram analisados microdados do Censo da Educação Superior disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), referentes ao período de 2020 a 2024. Os resultados evidenciam avanços no acesso ao ensino superior por parte de grupos minorizados, mas também apontam para desigualdades persistentes no perfil de estudantes ingressantes e egressos. Nesse sentido, discute-se a importância de iniciativas institucionais voltadas à promoção de ambientes acadêmicos mais inclusivos e acolhedores, alinhados às Diretrizes Curriculares Nacionais e às demandas da sociedade contemporânea.
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