Abrigos da Operação Acolhida em Roraima: a gestão humanitária e a dicotomia permanência-provisoriedade
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Universidade Federal de São Carlos
UFSCar
Programa de Pós-Graduação em Sociologia - PPGS
Campus São Carlos
UFSCar
Programa de Pós-Graduação em Sociologia - PPGS
Campus São Carlos
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Abstract
Description
The present work has as a research question to understand how the conception of shelters in Roraima as temporary spaces of shelter for Venezuelan migrants reflects on the management practices of individuals by humanitarian agents and on the architecture of spaces. In this sense, it seeks to understand the mode of administration of the shelters of the Operation Acolhida, as an unprecedented response of the Brazilian Government to the increase in the flow of Venezuelans, and the apparent dichotomy between permanence and provisionality present in the shelters and in the initiatives of humanitarian, military institutions, and civil society. Methodologically, semi-structured interviews will be carried out with employees who work directly with refugees in the daily life of the shelters, applying the norms established by humanitarian agencies, as well as with Venezuelan refugees who went through the last stage of the Operation, the interiorization. In addition, document analysis, taking into account current legislation in Brazil and the regulations of humanitarian agencies involved in managing spaces, and bibliographic analysis, will be used to reinforce the presented argument. The research becomes relevant as it seeks to understand the strategies adopted by Operation Acolhida in the management of Venezuelan refugees in their most lasting process: the shelters, in addition to the application of humanitarian regulations, and their insertion in the midst of the contemporary migratory context. Thus, it will be possible to make approaches and distances from the shelters of the Operation Acolhida to the refugee camps at an international level, problematize the dichotomy between permanence and provisionality in spaces, and identify them, not only as emergency spaces, but as social institutions, with pre-established strategies and demands arising from humanitarian management combined with logistical issues and securitization
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
O presente trabalho tem como questão de pesquisa compreender que maneira a concepção dos abrigos em Roraima como espaços provisórios de abrigamento para os migrantes venezuelanos reflete nas práticas de gestão dos indivíduos pelos trabalhadores humanitários e na arquitetura dos espaços. Neste sentido, busca perceber o modo de administração dos abrigos da Operação Acolhida, como resposta sem precedentes do Governo Brasileiro ao aumento do fluxo dos venezuelanos, e a aparente dicotomia entre a permanência e a provisoriedade presente nos abrigos e nas iniciativas das instituições humanitárias, militares, e da sociedade civil. Metodologicamente, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com os funcionários que atuam diretamente com os refugiados no cotidiano dos abrigos, aplicando as normas estabelecidas pelas agências humanitárias, bem como os refugiados venezuelanos que passaram pela última etapa da Operação, a interiorização. Além disso, a análise documental, levando em conta a legislação vigente no Brasil e os ordenamentos das agências humanitárias envolvidas no gerenciamento dos espaços, e a análise bibliográfica, foram utilizadas para fins de reforçar o argumento apresentado. A pesquisa se faz relevante na medida que busca compreender as estratégias adotadas pela Operação Acolhida na gestão dos refugiados venezuelanos em seu processo mais duradouro: o abrigamento, além da aplicação das normativas de cunho humanitário, e a inserção dos mesmos em meio ao contexto migratório contemporâneo. Assim, será possível realizar aproximações e distanciamentos dos abrigos da Operação Acolhida aos campos de refugiados a nível internacional, problematizar a dicotomia entre a permanência e a provisoriedade nos espaços, e identificá-los, não somente como espaços emergenciais, mas sim, como instituições sociais com estratégias pré-estabelecidas e demandas provenientes de uma gestão humanitária aliada a questões logísticas e a securitização.
Processo n° 2022/04979-0,Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Processo n° 2021/03953-5, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
O presente trabalho tem como questão de pesquisa compreender que maneira a concepção dos abrigos em Roraima como espaços provisórios de abrigamento para os migrantes venezuelanos reflete nas práticas de gestão dos indivíduos pelos trabalhadores humanitários e na arquitetura dos espaços. Neste sentido, busca perceber o modo de administração dos abrigos da Operação Acolhida, como resposta sem precedentes do Governo Brasileiro ao aumento do fluxo dos venezuelanos, e a aparente dicotomia entre a permanência e a provisoriedade presente nos abrigos e nas iniciativas das instituições humanitárias, militares, e da sociedade civil. Metodologicamente, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com os funcionários que atuam diretamente com os refugiados no cotidiano dos abrigos, aplicando as normas estabelecidas pelas agências humanitárias, bem como os refugiados venezuelanos que passaram pela última etapa da Operação, a interiorização. Além disso, a análise documental, levando em conta a legislação vigente no Brasil e os ordenamentos das agências humanitárias envolvidas no gerenciamento dos espaços, e a análise bibliográfica, foram utilizadas para fins de reforçar o argumento apresentado. A pesquisa se faz relevante na medida que busca compreender as estratégias adotadas pela Operação Acolhida na gestão dos refugiados venezuelanos em seu processo mais duradouro: o abrigamento, além da aplicação das normativas de cunho humanitário, e a inserção dos mesmos em meio ao contexto migratório contemporâneo. Assim, será possível realizar aproximações e distanciamentos dos abrigos da Operação Acolhida aos campos de refugiados a nível internacional, problematizar a dicotomia entre a permanência e a provisoriedade nos espaços, e identificá-los, não somente como espaços emergenciais, mas sim, como instituições sociais com estratégias pré-estabelecidas e demandas provenientes de uma gestão humanitária aliada a questões logísticas e a securitização.
Processo n° 2022/04979-0,Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Processo n° 2021/03953-5, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
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